A desordem

Junho 13, 2017

As vezes o peito fica como um mar agitado e é  como um mar inundado por águas turbulentas, águas que se atiçam pela terra morna

As vezes esquecemos ao certo quem somos e quem queremos ser – seres – únicos, insubstituíveis

O mar de dentro segue  revolto, revirado, mexido, e com ele muitas indagações: qual o caminho a percorrer, para aonde ir, com quem, de quem maneira e quando?

Sozinha ainda persiste sendo a melhor resposta, aquela que alegra a alma; arrumando gavetas, refazendo traços – novas linhas e o tempo vai passando rápido

A vida insiste em ser desigual e ela já não corre mais devagar e ela se desbota, se esvai, como água entre os dedos

Vivendo na margem do se e do talvez, não há certezas, há apenas curvas sinuosas que ainda não encontram sua reta

Todas as dúvidas encontram resposta no entardecer –  céu que se enche no rosa de azul e na sede de caminhar pela noite que aponta para a imensidão do recomeço

O escuro luminoso da madrugada que insiste em ser mistério, em ser o por vir – e será que virá?

O brilho da noite põe fim a desordem e o que era agitado aponta para um mar mais tranquilo

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