A INQUIETUDE DA ALMA

Agosto 19, 2009

Inquietude da Alma

Ilusões, terras frias, momentos distantes,
A alma vaga pelo querer e o talvez
Enquanto isso o mundo gira como criança em dia de festa
e vamos perdendo a inocência.

Particularidades do ser, envoltos estamos todos,
na busca por respostas – qual a razão dessa existência?
Essa, que nos faz perder tantas vezes, que nos tira do prumo.
Divagando em pensamentos, em busca de um rumo.

A alma é quase fria, vai-se perdendo a poesia
O tom é de passagem, o toque é sutil, tão breve
A mente a dar voltas procurando a sua razão
Mas para que saber se nos perdemos na própria ilusão?

Estabelecemos um contato entre o que sentimos e o que é certo
E o coração não cala na sua linguagem crua, alma nua
Queria poder dizer que não sou tua
Mas o sentimento tem voz própria, e tanto e quanto, ele tem razão.

A inquietude persiste, não cala, ela sempre fala,
Quando o tempo é o presente, ainda que não seja suficiente para
serenar, envolvo-me em sim e em talvez, perdendo-me na mesma
pequenez quando a alma me diz que é preciso calar…

Um dia chego lá, um dia encontro o rumo e tomo o prumo
Esse dia é perto porque encontro a coragem
E ainda que as vistas ao prazer atrase a caminhada
Não importa – certa é a chegada!

3 Respostas to “A INQUIETUDE DA ALMA”

  1. Edmilson G. Alcântara said

    Inesquecível professora

    Profª. Entrando no taxicidade encontrei esse poema lindo (…a alma é quase fria e vai-se perdendo a poesia), Esses seus poemas chegam em momentos únicos para descrever um sentir que minhas limitações literárias jamais descreveriam em frases ou palavras, apenas sinto. Já disse isso antes, como alguém a distancia pode sentir o paralelo das dores. Leva-me a crer sermos uno, essa humanidade sapiens, sapiens, é na verdade um só organismo, um todo, e escolhe, seleciona talvez aqueles que o traduza como é o caso da amada mestra.

  2. luiz Felipe Castellan said

    Andreia Menezes no seu best!!
    parabens, adorei…poemas para meus ouvidos.

  3. Confesso que por um momento sentir raiva de mim mesmo. Como não foi quem escreveu esse poema? Como eu ainda não o tinha lido?
    E ainda pensei que aquele, ou aquilo que causou esse plectro, é de fato um felizardo.
    Seja sempre essa poesia. Deixe-se sempre ler e esconda-se para não revelar toda beleza.
    Conta-se que um dia Manoel Bandeira disse: Eu escrevo peomas. Já Vinícius? Esse vive a poesia.
    Viva a poesia.
    Grande e forte abraço.
    J.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: