A INQUIETUDE DA ALMA

Agosto 19, 2009

Inquietude da Alma

Ilusões, terras frias, momentos distantes,
A alma vaga pelo querer e o talvez
Enquanto isso o mundo gira como criança em dia de festa
e vamos perdendo a inocência.

Particularidades do ser, envoltos estamos todos,
na busca por respostas – qual a razão dessa existência?
Essa, que nos faz perder tantas vezes, que nos tira do prumo.
Divagando em pensamentos, em busca de um rumo.

A alma é quase fria, vai-se perdendo a poesia
O tom é de passagem, o toque é sutil, tão breve
A mente a dar voltas procurando a sua razão
Mas para que saber se nos perdemos na própria ilusão?

Estabelecemos um contato entre o que sentimos e o que é certo
E o coração não cala na sua linguagem crua, alma nua
Queria poder dizer que não sou tua
Mas o sentimento tem voz própria, e tanto e quanto, ele tem razão.

A inquietude persiste, não cala, ela sempre fala,
Quando o tempo é o presente, ainda que não seja suficiente para
serenar, envolvo-me em sim e em talvez, perdendo-me na mesma
pequenez quando a alma me diz que é preciso calar…

Um dia chego lá, um dia encontro o rumo e tomo o prumo
Esse dia é perto porque encontro a coragem
E ainda que as vistas ao prazer atrase a caminhada
Não importa – certa é a chegada!