Terra Indigena Raposa Serra do Sol 3 anos depois….

Maio 21, 2008

Decorria o ano de 2005, no dia 15 de Abril, quando depois de uma dura “batalha” o Presidente Lula da Silva assinou o decreto de homologação da Terra Indígena (TI) RaposaSerra do Sol.

Desde aquela altura até agora, não tem sido fácil a luta destas comunidades contra os poderes instalados. Vale a pena relembrar um pouco da sua história.

 

 

A terra indígena Raposa/Serra do Sol fica no Nordeste do estado de Roraima, faz fronteira com a Guiana Inglesa e a Venezuela, tem uma área calculada em cerca de 1, 68 milhão de hectares. Onde vivem aproximadamente 15 mil índios das etnias macuxi, taurepang, wapixana, ingarikó e patamona, segundo o costumes dos seus ancestrais.

 

         As primeiras invasões ao território indígena foram realizadas por colonizadores e podem ser divididas em três fases: a primeira, para captura de escravos; depois, para ampliar as áreas conquistada, ultrapassando os limites estabelecidos no tratado de Madrid (1750); por ultimo, para introduzir a criação de gado, para “abrir terreno” para permitir a instalação da população não nativa. Foram criadas várias fazendas nacionais, que pertenciam à corte portuguesa. No início do século XX, a maior parte dessas fazendas estabelecidas em terras públicas já não existiam, e a suas áreas foram apropriadas por fazendeiros para explorações privadas.

 

A riqueza do subsolo atraiu os garimpeiros, que, na década de 1980, chegaram ao auge da sua actividade, criando inúmeros garimpos ilegais. O garimpo acabou por trazer problemas sócio ambientais graves, como a contaminação por mercúrio da água dos rios, prejudicando a saúde das comunidades locais, que se alimentavam à base de peixe.

 

Com uma estrutura organizacional sólida, os índios desenvolveram projectos de sustentabilidade económica e cultural, tendo como base as suas tradições. Uma das preocupações mais prementes foi a organização e construção de um sistema de saúde adequado às suas necessidades. A assistência de saúde dos povos indígenas é tutelada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Leste de Roraima, a rede de cuidados básicos, atende de forma eficaz actualmente cerca de 235 aldeias, com a colaboração efectiva de técnicos de saúde indígena. Todo o programa promove a medicina tradicional.

 

         As novas gerações dos nativos já possuem competências técnicas, e abertura para exercer diversas actividades profissionais, têm mais acesso à informação, educação e cultura. A manutenção da sua língua nativa é motivo de orgulho.

 

         A auto-sustentação e o uso da terra para esse fim é primordial para o índio, – alguns defendem que pode ser até uma questão de sobrevivência étnica. Os povos de Raposa/Serra do Sol desenvolveram programas de subsistência – o manejo de 27 mil cabeças de gado é a principal fonte de segurança alimentar, aliado a pequenas roças comunitárias, onde a produção principal é a mandioca. O artesanato, também faz parte das suas actividades, no qual são usados diversos materiais, que resultam em peças de barro, cipós, palha, sementes e algodão.

        

A homologação da terra indígena de forma contínua facilita a implementação de novos projectos e o desenvolvimento dos já existentes.

 

Até Quarta….

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