Crónicas de gente normal

Abril 30, 2008

Este é o dia mais complicado da minha semana. Sem dúvida, que a quarta-feira é contada ao cronometro e uma falha estraga-me os planos.

Mas este é o dia do meu conto no nosso livro, Taxicidade. Como tal, hoje, cabe a mim escrever uma crónica no nosso blog.

 

Este exercício de esticar o tempo, quando ele é apertado deixa-me inquieta.

 Penso sempre no que vem a seguir. Esgueiro-me por entre o ritmo dos ponteiros do relógio no seu compasso, para tentar realizar o que me falta. Ás vezes sem sucesso, ou apenas, parte dele. Sim, porque nestes dias sempre algo de imprevisível acontece.

 

Levantei-me mais cedo e vou escrevinhando num bloco gasto e riscado alguns gatafunhos para este espaço, por entre uns golos no café com leite e mordidelas no pão com manteiga.

Decidi rapidamente sobre o que ia escrever, porque a todos nos toca de perto: uns nos dias, outros noutros.

 

 Apesar do cansaço, roubo ao meu sono o tempo que preciso para as tarefas inacabadas. Faço-o por mim, por uma forma de disciplina. Aprendi que sem método de trabalho, o talento de pouco vale. Sem determinação, força de vontade ou uma rota bem delineada, o querer não tem capacidade suficiente para chegar à meta.

Às vezes, dizem que sou rigorosa demais, que amanhã também é dia. Mas eu sei, que se falhar uma vez é o início de muitas.

Então, nunca falho? Nunca esqueço? Nunca adio? Claro quem sim.

 

Neste amalgama de actividades diárias há sempre alguma que fica para depois. E depois?

Depois….tenho a roupa no estendal uma semana entre chuva e sol, quando vou por ela já tem teias de aranha. Volta para a máquina.

Ando com o pneu suplente na mala do carro, porque anteontem tive um furo na auto-estrada, eram 1 e 30 da madrugada, e se tenho o mesmo azar vou a pé para casa.  

O meu afilhado, Gonçalo, já habituado às minhas hesitações temporais, espera pacientemente que lhe leve a prenda de aniversário desde dia 21.

A minha irmã está sobrecarregada com as minhas faltas.

Ando desencontrada do Paulo.

Nunca mais fui tomar café com o Rui, a Xana, a Nilce, a Tucha, o grupo Taxicidade, faltei aos anos do Carlos. Querem mais?

Até quarta!

Bom fim-de-semana e um excelente feriado. Aproveitem o 1 de Maio para reivindicar e mudar de vida.

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