Dias de chuva

Abril 8, 2008

E se há bem pouco, poucochinho tempo fomos prendados com o Sol e o seu calor, eis que voltam as manhãs frias e húmidas, que pouca vontade dão para sair da cama.

O calor dos lençóis é bastante mais convidativo que o dia de cara carrancuda e sorumbática que o despertador nos apresenta. Estes dias são mais lentos, mais tristes. A chuva nas janelas marca o tempo, ora acompanhado de vento, ora acompanhado de granizo, se a temperatura assim o permitir.

As pessoas vestem-se como o tempo. De escuro, de triste. Deve ser complicado com tantas mudanças manter um guarda-roupa para as roupas alegres e outro para as roupas tristes. E nem me parece que se dêem muito bem. Falta-lhes assunto. Umas não conhecem senão o Sol, outras senão a chuva. Mas também as roupas escuras não devem ter muito que conversar. São como as pessoas nestes dias, a fala escorre com a chuva e não fica nada para dizer.

É neste dias que sabe mesmo, mesmo bem ficar em casa no quentinho, e deixar a imaginação correr no papel à procura de dias de Sol, de outros amigos, de novas experiências, ou ficar simplesmente a sonhar acordado a ver os intermináveis fios de chuva que fazem do vidro da janela uma pista de patinagem, e que para nós executam um longo e sempre belo espectáculo.

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