A dádiva envenenada

Março 25, 2008

Ah! A internet! Dádiva dos deuses americanos, habitantes do departamento de defesa, a internet veio revolucionar a forma como comunicamos, aprendemos e, mais relevante ainda, como perdemos o tempo a ver um sem número de hiper-ligações que em nada vão contribuir para a nossa educação, mas que são “interessantes”

Contra mim falo, claro. Eu sou viciado em e-mail, feeds de rss, lolcats, youtube, e nas mais maléficas criações deste mundo digital que me suga o tempo, sem me dar conta, muitas vezes, que assim é.

Para além de criarem défices de atenção, a busca constante por mais uma ligação afecta a produtividade. Todo sumado, o tempo gasto em “coisas-que-podem-vir-um-dia-a-ser-precisas” ou “isto-até-parece-interessante” dava para aplicar em tarefas mais productivas, como por exemplo, escrever um livro, talvez.

O facto de a internet estar, nos dias de hoje, sempre ali ao premir de um botão, cria-nos uma porta sempre aberta para a terra do tempo que não volta. E mesmo que não se perca tempo em navegações sem sentido, é o aviso de um novo email, é o amigo ou amiga no messenger, é o “deixa cá ver que eu acho que ainda não sei tudo o que há a saber sobre este tema”.

Este último argumento é ainda usado como desculpa para muitas vezes não avançarmos com o trabalho que tem que ser feito, mas que o subconsciente teima em nos fazer resistir. É uma falácia, meu amigo. Você não precisa de saber tudo o que há sobre determinado assunto antes de trabalhar sobre ele. O email que acabou de chegar não é assim tão importante que tenha de ser respondido já. O seu amigo ou amigo não vai deixar de lhe falar se não lhe responder, ou até se tiver o messenger desligado.

A internet é uma dádiva, sim, mas também pode ser uma perdição. Usada de forma comedida, é das melhores ferramentas que o cérebro humano foi capaz de criar, que pode ser usada como veículo de aprendizagem, dinamizador de negócios e como entertenimento também. Mas pode, também, levar à perda irremediável de tempo se não for correctamente doseada.

Experimente: desligue a internet por 45 minutos e tente trabalhar sem essa ligação ao mundo e veja como se sente. Se começar a se sentir stressado, pode ser um sinal que já não é você que controla a internet, mas que é a internet que o controla a si. Recupere o seu tempo agora, enquanto pode.

Vou acabar por aqui porque há um novo clip muito engraçado no youtube que me parece que me vai dar uma ideia para uma nova história.

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