The Bucket List

Março 24, 2008

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Esse é o longa de roteiro simples, sem maiores furos, mas que nos oferece uma forte carga dramática e irreverente através da associação perfeita de interpretação entre Jack Nicholson e Morgan Freeman, “parceiros” que nos faz repensar a vida, que nos deixa interrogações sublimes, as quais aparecem logo nos primeiros minutos de filme nos levando a pensar a respeito da morte -qual a lembrança que deixaremos na memória das pessoas? 

O filme trata de dois homens idosos, de mundos totalmente adversos, personagens opostos, que passam a ter em comunhão uma doença terminal que nos leva a olhar a vida de muitos ângulos. 

Decidem, depois do convívio no mesmo quarto de hospital, em que ambos podem dar início a uma leitura pessoal sobre o outro, realizar uma lista de desejos antes de morrerem, e boa parte da realização dessa lista é possível graças ao milionário Edward Cole, personagem vivido por Jack Nicholson, que proporcionará a si próprio e ao seu parceiro Carter Chambers, interpretado por Morgan Freeman, uma viagem rumo a muitas emoções e trocas. 

Assim, Edward – com o seu estado de urgência de vida, o que nos impressiona a todo momento, convence Carter, que deixa de lado a sua postura sempre firme e racional, a partir do hospital onde recebiam tratamento, abrindo mão de seguir como os tratamentos experimentais de pesquisa,  a embarcar rumo a uma viagem que os levará a muitas aventuras que vão desde a corrida de alta velocidade, visitas a lugares únicos a partidas de pôquer e horas de avião a contemplar a vida. 

A idéia da produção surgiu de Freeman, que sugeriu o filme após ler o roteiro, escrito por Justin Zackham (’Calouros em Apuros’). 

Não esqueçamos ainda que Antes de Partir, título recebido no Brasil, lembra-nos a todo momento a situação pela qual os personagens estão a passar, não nos deixando esquecer o quão dramático é o momento de ambos, o que inviabiliza o chamado estilo água-com-açucar, pois são apenas as palavras que denunciam a carga dramática, mas visualmente, sente-se o quanto duro e irreversível o quadro de uma doença terminal. 

O filme nos prova que simplicidade, uma boa dose de criatividade, bom humor extremamente inteligente e uma carga dramática elevada, associada a interpretação de dois grandes nomes do cinema, são receitas infalíveis para o público rir, chorar, pensar e sair do cinema, talvez, com a nítida  sensação de que, ao fim e ao cabo, precisamos de muito pouco para atingir a tal felicidade, mas não vivemos atentos para esse fato. 

Se vale a pena passar 97 minutos sentados a frente da tela a ocupar o seu tempo com esse filme – não tenha dúvida que sim! Jack Nicholson e Morgan Freeman são homens opostos que se completam numa “mistura” improvável de erro. Para os mais emotivos, vale levar um lenço de papel e esquecer por esses minutos que estamos diante de um filme e seguir a emoção, afinal, a arte imita a vida. 

Uma resposta to “The Bucket List”

  1. Jonga said

    Oi, Linda…

    Aqui deixarei um comentário bem breve, mas não poderia deixar de fazê-lo, pois o filme é lindo!!…

    E me remeteu a parte da conversa que tivemos ontem, sobre termos opiniões compactuantes com relação ao não apego a dinheiro (e bens materiais); mas que tê-lo para podermos desfrutar a vida (e viagens!) não “é nada mal”…

    Vivamos a vida da forma mais plena que possamos!… Como fazem os dois na bela história citada por ti aqui…

    Um viva à vida!

    Beijo,

    Jonga

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