O charro de Moisés e a lata da Ministra (e o bigode de Chalana e o talento de Ellen Page)

Março 14, 2008

Como se as coisas do foro religioso não fossem já complicadas para aqueles lados, o senhor Benny Shannon, prestigiado investigador – a parte do “prestigiado” fui eu que acrescentei, para ajudar o homem a manter-se digno, uma vez que talvez não o ajude a manter-se vivo – de uma universidade israelita, vem dizer, baseando-se em fontes bíblicas, que Moisés estava sob o efeito de substâncias alucinógénicas quando chegou à aldeia, trazendo nos braços a edição ne varietur dos 10 mandamentos. “Altos voos!” terá exclamado o homem, enquanto acariciava a barba, “trago-vos aqui uma cena altamente, manos”. Ao que os outros responderam “cogumelos? Já, nesta altura?”, entrando imediatamente em êxtase porque não há pedra como a dos 10 mandamentos…

A ministra da Educação anda cada vez mais perdida. Começa perigosamente – para ela – a seguir as pisadas de Correia de Campos, o extinto responsável pela Saúde, que, nos últimos tempos, passava desesperadamente o tempo nos noticiários, tentando justificar os seus actos para a seguir dizer que estava tudo sob controlo. Foi o que se viu. Maria de Lurdes Rodrigues tem uma lata – daquelas do chocolate em pó, às quais tiramos o rótulo e aproveitamos para guardar inutilidades – onde guarda as declarações como aquelas em que diz que as novas negociações com os professores não foram uma cedência.

O bigode de Chalana está mais bonito do que nunca, assim, grisalho, dá-lhe um ar de sábio popular. Gosto do homem, conheci pessoalmente a sua humildade e desejo naturalmente todo o sucesso do mundo à frente do Benfica. Mais ainda, a manutenção do bigode – cuja moda vem aí outra vez em força, sabe-se lá como – dá-lhe esperanças de chegar a seleccionador nacional – está na lei que o treinador da equipa das quinas tem que ter bigode (Toni, Carlos Queiroz, António Oliveira, Humberto Coelho, Nelo Vingada, Scolari, etc.) tal como que o presidente da federação tem que ter ar de empresário da noite.

Vão ver “Juno” ao cinema e percebam porque me apaixonei pela grávida adolescente mais incrível da história do cinema. Ellen Page, depois de sensacional em “Hard Candy”, está… sensacional nesta comédia dramática – talvez seja mais drama cómico. A miúda – que é bem mais velha do que parece – é a melhor actriz dos últimos tempos.

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