A vingança do táxi

Maio 1, 2008

É triste deixarmo-nos levar, indiscriminadamente, por aqueles que têm o poder nas mãos. Infelizmente, muitas das vezes, tudo o que façamos poderá ter, na melhor das hipóteses, um impacto mínimo. É um facto. Mas isso não é motivo para nos deixarmos conduzir por quem não tem cuidadinho nenhum com aqueles que leva nas mãos. Por vezes, somos nós mesmos e aí estamos numa grande alhada.

O que parece impossível de realizar isoladamente poderá ser concretizado se se agir em conjunto, porque uma folha isolada é rasgada com facilidade, mas uma resma de folhas torna-se um resistente obstáculo.

Aparte: agora que num só texto consegui incluir a mesma palavra repetida (“se se”) sem ser considerado erro e uma palavra de oito sílabas (“indiscriminadamente”), já posso partir para a palhaçada.

O azar deste nosso amigo foi que os restantes colegas não se quiseram chatear e deixaram-no sofrer nas mãos do polícia com aspecto de bandido maluco e do ajudante de polícia sem jeito nenhum para as armas. Talvez seja melhor referir que isto tudo se passa em Die Hard: With a Vengeance (ou em bom português, “Die Hard: A Vingança”, porque não ficava bem “Assalto à Vingança”).

Quando os dois heróis se lembram de utilizar um pobre táxi amarelito para voarem pelas ruas de Nova Iorque, já se sabe que o coitado não tem grandes hipóteses de se safar.

Toda esta trapalhada se explica quando reparamos nos nomes dos condutores: McClane e Zeus. Não queria ferir susceptibilidades, mas os portugueses já saíram escaldados em situações em que estavam envolvidos escoceses e gregos. Com isto não estava a querer fazer referência a pessoas de nome McCann nem à selecção nacional grega. Longe de mim tal pensamento.

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