Lojas do Mundo

Abril 9, 2008

 

 

Defender uma economia mais justa, que respeite os direitos humanos, salvaguardando o meio ambiente e aposte na solidariedade, estes são os critérios do comércio justo. Diminuir as diferenças entre os grandes e os pequenos produtores

 

O que se pode encontrar nas “Lojas do Mundo”?

Café, cacau, massa, biscoitos, especiarias, mel, arroz como bens alimentares. Bijutaria, objectos decorativos de fabrico artesanal e têxteis. As lojas do mundo estão presentes em toda a Europa. Estes são espaços de venda de produtos oriundos de áreas geográficas sensíveis, onde as condições de vida dos trabalhadores e artesãos são deficitárias, do ponto de vista, ambiental, social e económico.

 

 

As populações nativas são, frequentemente, exploradas por grandes empresas internacionais, que rentabilizam os seus lucros, optando por localizar estrategicamente, pontos de actividade fabril em países onde há mão-de-obra barata e as condições económicas são mais vantajosas.

 A intenção é diminuir as desigualdades socio-económicas entre o Norte e o Sul do mundo, através de uma economia alternativa (de parceria entre consumidores e produtores) justa para todos.

 

 

O processo é simples: os produtores determinam um valor justo pelo seu trabalho, que englobe a mão-de-obra e a matéria-prima utilizada. Neste processo, há relações directas e contínuas entre quem produz e as organizações importadoras (na sua maioria, Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento – ONGD), evitando assim, os intermediários.

 

Entre estes dois grupos estabelecem-se laços de cooperação, que resulta em programas de desenvolvimento por parte dos produtores, e na divulgação dos produtos efectuado pelos importadores. Os bens chegam aos consumidores através das Lojas do Mundo, que normalmente são geridas por organizações, sem fins lucrativos e a sua finalidade é difundir os princípios do comércio justo.

Em Portugal, existem nove lojas: Barcelos, Braga, Amarante, Porto, Lisboa, Almada e Faro.

 

 

Segundo os critérios do comércio justo é importante um consumo consciente, as pessoas tem sempre a última palavra, o poder de escolha no acto da compra. É essa arma definitiva, que dita o resultado de todo o procedimento. As organizações que defendem um comércio alternativo ao “tradicional”, tentam incrementar uma mudança de atitude na sociedade e elucidar sobre os efeitos negativos que o mercado internacional tem sobre os pequenos produtores. E como todos nós podemos exercer uma opção de um modo criterioso.

 

Para mais informações sobre o Comércio Justo, reviravolta.comercio-justo.org

 

 

 

 

 

Deixe uma Resposta